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Trabalhar?

Outro dia, deixei minha filha me importunando por cinco minutos para que lhe desse água. Eu não tinha dormido à noite e minha cabeça parecia que ia explodir de tanta dor. Minha filha reclamava, chorava e berrava me pedindo água, estava com muita sede a pequetita.... E meu marido e meu filho de 15 anos, alí, ao seu lado com os olhos esbugalhados vendo futebol. Quarta-feira á noite. Pedi, implorei e gritei para que lhe dessem água. Mas não me ouviram. Então com a cabeça doendo e os olhos que não podiam se abrirem por causa da luz, levantei-me com muita raiva e dei água a minha filha. Que ódio!!!!!!!!!! Então meu marido respondeu: Mas você não faz nada, tá reclamando só porque foi levantar para dar água a sua filha? Eu? Não faço nada? No outro dia, não arrumei o quarto, não lavei a louça, não fiz o almoço, não dei banho em minha filha, não tirei a roupa da corda e não fui a faculdade. Meu marido e meu filho compraram marmita, limparam tudo e me pediram desculpas. Assim eles aprenderam que...

A vírgula dominada!!!!!

Um dia, domino esta estrela sem brilho que nos fascina em sua função. Há de chegar o dia que decorarei suas leis e sem prejuízo no meu texto será imperceptível. Farei uma tese a essa sujeita imprescindível que não me deixa dormir: Se coloquei certo ou errado. Regras marcadas e estudadas por Bechara em sua complicada lição, eu aprendi. Mas com tão grande atenção. Seu emprego será sempre: Para separar termos coordenados, ainda quando ligados por conjunção (No caso de haver pausa). Para separar orações coordenada aditivas ainda que sejam iniciadas pela conjunção e, proferidas com pausa. Para separar orações coordenadas alternativas também quando por pausa proferidas. Nas oposições, exceto no especificativo. Para separar, em geral, os pleonasmos, e as repetições (quando não tem efeito superlativamente). Para separar ou intercalar vocativos. Para separar as orações adjetivas de valor explicativo. Para separar, quase sempre, as orações adjetivas restritivas de certa extensão, principalmente,...

Rio de Janeiro

Cidade colorida, com muitas praias e aventuras; Ruas largas e sinuosas, apertadas e indefindas; Em julho, no mar há ressacas, inundação e noites frias; O povo misturado, do nordeste a tapioca, do Sul, o rasqueado. Cidade que me encanta se alguém cai, há sempre quem o levanta... Favela bairro um novo despertar, hospital, igreja, escola, parque e casas pra se habitar... Barracos velhos, outrora era assim, hoje, moradias novas uma pra você e outra pra mim. Cidade maravilhosa que tem coisas, gentes e enigmas. Coisas pra se usar, povo pra se unir e enigmas pra descobrir. Comida deliciosa, feijão preto que nunca vi, tem feijoada e milho verde, água de coco e paçoca de amendoim (Que eu adoro!!!!!!!) Tem peixe de todas as espécies, tem baleia e até siris... Ecdysozoa, artrópodes, nemátodes, Nematomorpha, Tardigrada, Onychophora e Cephalorhyncha... Tão rica essa minha cidade que é aqui que quero morrer. Mas se eu escolhi vencer, vou a luta encorajada e sem medo de perder. Se perder começo de...

Sorriso e pranto

Posso escrever umas estrofes rimadas, fosforescentes, caladas. Como meus olhos, que brilham, como os meus lábios, que falam. Estou certa que vivo num paraíso perdido. Numa parte do dia é pranto e na outra só sorriso. Eu amo esse povo carioca de liberdade e opinião. Se não me aceita, tem o meu pranto, Muito pranto, do outro lado eterno perdão. Ás vêzes, em que me elevo as grey clouds desta cidade, minha alma pranteia e diz: Sol porque não brilha, Teci, porque não ris? Silencioso, meu grito ecoa Num pranto terrível que destoa, novamente o sol não brilha, outra vez, Teci não ris. Carioca, Deus revigora de unção, porque Deus quis salvar, nunca é tarde para o perdão, nunca é tarde para amar. Meu sorriso é incompleto, mas verdadeiro e descoberto, tem em Campo Grande a alegria, e nas ruas a melancolia. Deus que, distante, olha a alegria e melancolia Dá-lhe, às vêzes o sorriso, mas castiga na apatia. Mesmo assim, acredito, via Deus nas ruas em que saía nos meus olhos a prantear, nos meus lábio...

O menor servirá sempre ao maior, óbvio!!!!!!!!

Todos os dias me proponho a pensar que há um Deus. Nesses meus pensamentos, mergulho num mundo só meu que nenhum doutor em psicologia poderia me entender. Então tenho raiva de mim, das coisas que, tardiamente, aprendi e das que nunca aprenderei. Tenho muita convicção que aquilo que aprendi após os 30 anos seria minha salvação hoje. Decisões tomadas pela paixão, por amor e pelo medo me trouxeram onde estou. Caminhei tão pouco. Eu passei muito tempo acreditando num Deus insano, destruidor, raivoso e cobrador de conduta. Por causa das noites infindas em que me perdia nas linhas bíblicas. Esse Deus nunca me livrou de nada. Nunca me deu nada. Nunca me percebeu se quer. Esse Deus hebraico permitiu que uma mulher dedicasse toda a sua vida a outro deus tirano, sendo maltratada, escravizada e humilhada todo o tempo em que viveu ao seu lado. E para demonstrar sua impiedade a levou com um câncer. Minhas palavras são amargas e cheias de ressentimentos. É por isso que escrevo. Costumo tentar escrev...

Espias de Jericó

No livro do grande líder Josué (cap 2:1-24) aprendemos de perto como funciona a espionagem. Da cidade de Sitim, o filho de Num manda, secretamente, dois espiões para examinar a cidade de Jericó. Eles chegaram até a casa de Raab e ali se hospedaram. A algum tempo, venho tentando acreditar nas "verdades" bíblicas. Confesso que tenho me esforçado muito. Não quero seguir fielmente a um caminho desacreditando de sua veracidade. E desde que eu resolvi que fosse assim, tenho sofrido muito com isso. Um dia defendi que a Bíblia é a Palavra de Deus. Mas que Deus? O Deus dos crentes? Dos muçulmanos? Dos orientais? Dos africanos? Qual Deus eu me refiro? Mas eu penso q Deus só há um. E parece que o Deus que creio é totalmente diferente do Deus das outras pessoas q tenho conhecido. Jose Alencar já escreveu sobre o "espírito familiar", n há nenhum Deus naqueles escritos. Alan Kardec tbm escreveu sobre Deus, ainda n é assim q eu creio. Onde estão as regras do Deus que eu realmente ...

Questões de Literatura Brasileira II

1-Discuta as quatro características estruturais da forma shandiana em MPBC- (5,0). A forma shandiana resume-se em quatro itens: 1. A hipertrofia da subjetividade; 2. Digressividade e fragmentação; 3. Subjetivação do tempo e do espaço; e, 4. Interpenetração do riso e da melancolia. Para Rouanet, a forma shandiana, criada por Sterne, define-se em Machado de Assis. Destaca que, das obras influenciadas (Sterne, Maistre, Almeida Garret e Diderot), uma vai mais adiante por levar à perfeição as características da subjetividade shandiana, será em Memórias Póstumas de Brás Cubas que vamos entender estas quatro características. Vejamos o primeiro, 1. A hipertrofia da subjetividade. O termo hipertrofia comumente achado nos dicionários como desenvolvimento excessivo de um órgão ou parte dele, com aumento de peso e volume, devido a um aumento de suas células constituintes. A palavra hipertrofia migra para a terminologia literária, por conta da repercussão da obra Anatomia da Melancolia, de Robert B...