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Mostrando postagens de julho 13, 2026

Poema 20, Pablo Neruda

Posso escrever os versos mais tristes esta noite...   A noite está estrelada, e tiritam, azuis, os astros lá ao longe.   O vento da noite gira no céu e canta.   (...) Já não a amo, é verdade, mas quanto a amei. A minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A sua voz, o seu corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame. O amor é tão curto, e o esquecimento é tão longo. Porque em noites como esta tive-a entre os meus braços, a minha alma não se contenta com a haver perdido.   Embora esta seja a última dor que ela me causa, e estes sejam os últimos versos que eu lhe escrevo.   Extraído da IA