Eu não me arrependo de ter tido meu filho. Eu arrependo-me dos três abortos que fiz. O que passou, passou. Mesmo com tudo isso diante da minha frente. Essas provocações, essas guerrinhas que me constrange. Pessoas sem escrúpulos, sem criatividades, sem moral nenhuma para julgar-me. Acho que vou canonizar algum santo antes de morrer. Essas repetições que me incomodam: Maria, Sara, Agar, Ana e todas essas mulheres que não tem pecado e não tem popota! Acho que elas são um poço de virtudes. Eu só me arrependo das coisas que não fiz, como por exemplo ter ido ver minha mãe! Mas acho que nem disso eu me arrependo, ainda! Mas meu arrependimento virá. Mas vi meu pai!
Hoje, eu li o jornal nossa voz e não vi morte e fiquei triste. Eu deveria ficar alegre porque ngm morreu. É, n fui eu quem estava no hospital. Obga, Deus. Eu n quero orar p ngm morrer. Tomara que o jornal a nossa voz de amanhã diga que não tem nevasca onde neva e o nosso calor seja de outono no RJ, a estação que mais gosto quando envelheci e morava emCampo Grande-RJ. Deus, estou lendo O Corvo de Edgar Allan Poe. Como ele está? eu não canso de pensar na cunhada de Sansão? Ela foi totalmente queimada, isso que Poe, tão pessimista dizendo: nunca mais, nunca mais ele veria Lenora que morreu tão jovem e tão linda. Eu me encontro no mórbido, porém quando estou a ponto de morrer quero loucamente sair daquela situação. Alguém por aqui leu O Corvo? Oh, Poe, vc agora está com sua Lenora e eu sem meu pai. Todavia, não estou louca. Never more.
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