Se eu pudesse dá um pulo ao passado, certamente gostaria de ver aquela pessoa gordinha, de mãos perfeitas e cabelos pretos e ondulados. Como era gostoso olhar em seus olhos ingênuos e brilhantes e verificar que naquele olhar o tempo para.
Para por que não era ali que a dor morava, porque nele o amor reinava. Aquela singela pessoa era toda amor, e ela mesmo desconhecia.
Seu passo firme, suas perfeitas mãos sempre abertas para abraçar quem chegasse. Por quê? Por quê se modificou tão repentinamente e passou a ser a morada da minha dor emocional. O câncer destruiu aquelas células, não me permitiu que eu olhasse, mais uma vez, nos seu olhar ingênuo e brilhante.
Se eu pudesse dá um pulinho naquele dia, eu iria lha falar de todo meu amor. Eu iria lhe contar das grandes descobertas e que a maior delas seria o amor que sinto por vc.... Se eu pudesse voltar um pouquinho ao passado! Diria que te amo, mais vêzes e te amaria com mais intensidade!
Hoje, eu li o jornal nossa voz e não vi morte e fiquei triste. Eu deveria ficar alegre porque ngm morreu. É, n fui eu quem estava no hospital. Obga, Deus. Eu n quero orar p ngm morrer. Tomara que o jornal a nossa voz de amanhã diga que não tem nevasca onde neva e o nosso calor seja de outono no RJ, a estação que mais gosto quando envelheci e morava emCampo Grande-RJ. Deus, estou lendo O Corvo de Edgar Allan Poe. Como ele está? eu não canso de pensar na cunhada de Sansão? Ela foi totalmente queimada, isso que Poe, tão pessimista dizendo: nunca mais, nunca mais ele veria Lenora que morreu tão jovem e tão linda. Eu me encontro no mórbido, porém quando estou a ponto de morrer quero loucamente sair daquela situação. Alguém por aqui leu O Corvo? Oh, Poe, vc agora está com sua Lenora e eu sem meu pai. Todavia, não estou louca. Never more.
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